• Clara Padilha

As injúrias bucais causadas pela corrida

Autora: Carol Dalri



A corrida pode ser um esporte complicado para a saúde bucal. Um estudo recente mostrou que metade dos atletas do Reino Unido têm cáries, em comparação com um terço de não atletas em idades semelhantes.


Geralmente maratonistas e triatletas possuem treinos longos e cansativos, necessitando de reposição de nutrientes durante os treinos. Devido à necessidade de rápida absorção e da alimentação ser “leve” para melhorar a digestão, há alguns alimentos que são indicados durante a prática, mas que podem gerar algumas intercorrências bucais.


Lembrando que durante o exercício, principalmente em alta intensidade, há uma alteração no fluxo e na consistência salivar. Resultando em uma saliva mais pegajosa e em menor quantidade, logo retendo açúcar e ácidos que deterioram os dentes ao invés de neutralizar o pH oral ou auxiliar na remoção de detritos, além de dificultar a mastigação e a ingestão dos alimentos.




Os géis, gomas e bebidas esportivas usadas para dar um “up” no treino alimentam bactérias bucais, que produzem ácido que irá desmineralizar o dente. Manchas brancas podem ser notadas na cervical dos dentes, em paciente que ingerem isotônicos constantemente. Isto acontece em casos em que há um exagero na ingestão de açúcar durante o treino e como forma de prevenção, podemos indicar bochechos com agua imediatamente após a ingestão do açúcar; géis com uma consistência mais fina e que não grude nos dentes também é uma boa pedida, além de evitar sabores cítricos que podem corroer ainda mais o esmalte do dente.



Barras de proteínas densas podem danificar coroas e restaurações pela mastigação mais pegajosa, podendo gerar falhas ou trincas em partes mais susceptíveis a quebra. Em caso de atletas que possuem múltiplas restaurações ou reabilitação extensa, indica-se alimentos mais pastosos e leves, como banana e pasta de amendoim, que também não serão tão afetadas pela hiposalivação.


Um hábito comum em corredor e que pode estragar os dentes é o fato que normalmente abre-se pacotes com os dentes, e isso já é por si só, alto explicativo.


Podemos citar também o bruxismo: uma parafunção comum em atletas. O gesto esportivo da corrida está ligado a postura que envolve o sistema estomatognático, incluindo mandíbula que pode gerar sobrecargas na dentição.


Um exemplo é no triatlhon que normalmente os atletas “escolhem” a corrida para tensionar os músculos da mastigação, podendo ser indicado (SIM!) o uso de protetores bucais.





GALLANGHER, J. et al. Oral health and performance impacts in elite and professional athletes. Community Dentistry and Oral Epidemiology, jun 2018. vol 46, n 6, pg 563-568.

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