• Clara Padilha

O uso de máscara para a prática de atividade física pode facilitar a aceitação ao uso de Protetores?

Autora: Juliana Órsia


*Antes de iniciar este artigo, quero deixar claro que o uso da máscara de proteção é uma medida que colabora na contenção de disseminação do coronavírus e, portanto, este ponto não será questionado.*



Convido meu querido leitor a pensar junto comigo fora da caixa e analisar a máscara de proteção como um dispositivo de uso individual comparável ao nosso querido protetor bucal esportivo.





O uso de máscaras de proteção para a prática esportiva é incômodo; isto é uma afirmação de cunho subjetivo/sensorial.


As evidências científicas mostram que há redução na capacidade de trabalho devido à alterações cardiovasculares, respiratórias e térmicas e gera desconforto pela sudorese aumentada. Ainda assim, o uso obrigatório está criando na população esportista uma experiência com o uso de um dispositivo de proteção que muitos jamais vivenciaram.


Vamos analisar então o caso do dispositivo intraoral de absorção de impacto chamado, protetor bucal.


As pesquisas sempre mostraram que a desistência no uso do protetor bucal PRÉ- FABRICADO é altíssima. Pois o dispositivo que tem baixíssima compatibilidade e adaptação ao meio bucal – participante na respiração – causa tanto incômodo ao ponto de debilitar o atleta e ser descartado logo após os primeiros usos.


No quesito ‘INCÔMODO’, o cenário parece desestimular nossos atletas na aceitação do uso de dispositivos de proteção. Mas eu vejo uma situação perfeitamente cabível para aumentarmos a disseminação da importância da proteção bucal/orofacial e jogar aos quatro ventos todas as vantagens de CONFORTO que o nosso querido protetor bucal personalizado traz.


Estamos em GRANDE VANTAGEM DE CONFORTO com o nosso protetor personalizado tipo III e IV e temos o momento ideal para a propagação dos benefícios do uso do nosso protetor.


Lembram daquela famosa tabelinha?



Outro ponto também precisa ser analisado: com a paralisação de academias e ginásios, a prática de atividade física feita sem orientação (em casa ou ao ar livre) teve grande aumento. E sem o acompanhamento de um profissional, o risco de lesão aumenta.


Ainda não temos dados para afirmar o aumento do risco de lesões orofaciais em prática esportiva neste cenário específico. Mas não é preciso esperar as estatísticas chegarem para incentivar o uso do protetor bucal.


Acredito que tempos desafiantes trazem grandes lições e oportunidades de crescimento. Cabe a nós analisarmos as situações, lembrando sempre que o objetivo final do nosso trabalho é assegurar a saúde e o bem estar dos atletas em meio às adversidades desta classe.


Não deixe de conferir as referências:

http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/reposip/332538/1/barbieri_joaofrancisco_m.pdf


https://www.efdeportes.com/efd192/atividade-fisica-sem-orientacao-riscos.htm


http://repositorio.unicamp.br/jspui/bitstream/reposip/332225/1/teodoro_cassialopes_m.pdf


http://edicaodobrasil.com.br/2020/05/15/pratica-de-atividades-fisicas-em-casa-sem-orientacao-profissional-pode-causar-lesoes/


ALVES, Daniela Cristina Barbosa et al. ODONTOLOGIA NO ESPORTE: CONHECIMENTO E HÁBITOS DE ATLETAS DO FUTEBOL E BASQUETEBOL SOBRE SAÚDE BUCAL. Rev Bras Med Esporte [online]. 2017, vol.23, n.5, pp.407-411. ISSN 1806-9940.  https://doi.org/10.1590/1517-869220172305170315

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